quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Minha história - Capítulo II - ATENÇÃO!!! CONTEÚDO ADULTO!!!

Olá,


não sei se estavam ansiosos por isso mas, aí está o segundo capítulo da minha história.
Estou aceitando sugestões de título, pois ainda não "brilhou"!





Capítulo II





Interlúdio





Laawanna, nasceu antes do tempo mas ao contrário dos demais bebês prematuros era maior que a maioria dos recém-nascidos; contrariando a medicina chegou completamente saudável e perfeita. Chorou forte ao nascer e logo abriu os olhos revelando serem de um azul incomum, quase lilás, possuía cabelos e cílios fartos – era simplesmente o bebê mais lindo de toda a maternidade. Ao saberem da morte da filha no parto não exitaram um só minuto em adotar a menina que acabara de nascer e a criarem como sua própria filha.





Cresceu com todas as regalias de ser criada pelos avós. Não lhe faltava nada tanto material quando afetivo. Estudou em boas escolas e frequentava a igreja local com os avós aos domingos. Cresceu e se desenvolveu como a maioria das crianças mas era alta para sua idade e muito esguia e por conta disso algumas crianças lhe conferiam apelidos que a entristeciam por vezes mas isso não impediu que crescesse feliz e muito menos que tivesse amigos. A medida que crescia, seus cabelos muito lisos tornaram-se louros como o trigo e os olhos lilases cada vez mais evidentes. A pele era muito clara, branca e não rosada mas pelo que todos sabiam não tinha problema de anemia ou qualquer outro problema de saúde mesmo com a dieta vegetariana que teimava em seguir sem que qualquer um a tivesse prescrito – gostava demais do animais para comê-los era o que sempre dizia a quem lhe questionasse. Incontáveis vezes levou para sua casa pássaros machucados e outros animais feridos, quase toda semana aparecia com um novo cachorro mas seus avós que já estavam idosos nunca a deixavam ficar com nenhum pois sabiam que logo ela apareceria com um novo amiguinho. Qualquer animalzinho que levasse para casa acabava por ficar são, logo, como que por mágica, atribuíam isso ao carinho que Lawaanna tinha com os animais.





Tudo ia bem com a garotinha até que aos doze anos viveu uma tragédia:





No meio da noite seu avó acordou com um barulho e levantou para ver o que era e quando ascendeu as luzes viu que a casa estava sendo assaltada. Um dos assaltantes no impulso atirou contra o idoso. Laawanna e sua avó ouviram os disparos e desceram as escadas correndo. A senhorinha ao ver o marido baleado no chão dirigiu-se até ele na esperança de salvá-lo mas era tarde demais. Nesse momento Laawanna olhou para a porta e viu que os bandidos estavam prestes a escapar, olhou fixamente para a saída e quando um deles tocou a maçaneta ela estava em brasa e queimou sua mão; foi quando algo estranho aconteceu como se Laawanna tivesse sido possuída por uma força que ela não podia controlar – e de fato não podia – parecia que ela estava em transe. Logo as paredes da casa começaram a pegar fogo e em poucos minutos tudo estava em chamas. De repente Laawanna sentiu um forte dor nas costas e um grito de dor saiu de sua garganta. Um par de asas de água começou a brotar em suas costas, a princípio eram brancas mas logo foram chamuscadas pelo fogo e ficaram enegrecidas, não demorou muito para que finalizasse a mutação, agora as asas tinham o dobro de seu tamanho quando completamente esticadas – parecia um anjo mas tinha a fúria de um demônio.





Laawanna ouviu a avó tossir e foi como se com um clic algo fora desligado dentro dela e ela saiu do transe, olhou para baixo e estava a alguns metros do chão pairando no ar enquanto ruflava as asas suavemente, mesmo assim não se apavorou, tomou a avó nos braços e como que por instinto voou em direção ao telhado com a velocidade de um raio e rompeu-o libertando-as da casa em chamas, os bandidos porém ficaram presos lá dentro. Infelizmente sua avó havia inalado muita fumaça e acabou morrendo em seus braços.





Quando a adrenalina passou, as asas se retraíram e a carne voltou a se fechar em suas costas deixando apenas duas cicatrizes. Laawanna chorou muito ao se dar conta de tudo que havia acontecido. Era apenas uma criança, grande para sua idade, mas uma criança. Lembrou-se do amoroso padre que havia assumido a diocese não fazia muito tempo mas que se mostrava muito dedicado aos fiéis e decidiu procurá-lo. Ouvira falar de anjos e se ela era um, quem melhor do que o padre para aconselhar-lhe. Correu em direção à casa paroquial e bateu à porta com força. O padre espantou-se ao ver a menina desesperada, toda suja de fuligem e com o vestido rasgado das costas. A primeira coisa que lhe passou a cabeça era de que havia sido violentada e tratou de colocá-la logo para dentro.





—Não reverendo, ninguém atentou contra mim – esclareceu tão logo foi questionada – se me ouvir em confissão eu lhe contarei toda a história.





— Claro minha filha!





— A história é a seguinte…





A menina contou ao reverendo tudo quanto conseguia se lembrar. Ele não sabia o que pensar sobre algo tão inacreditável mas sabia de uma coisa: mesmo que a menina estivesse louca, o que não parecia, ele não poderia deixá-la ir embora sozinha no estado em que se encontrava; então deu-lhe de comer, alcançou-lhe uma das estolas dos coroinhas para que tomasse um banho e tirasse o vestido em farrapos e cedeu-lhe a cama de hóspedes que havia em seu quarto para caso algum padre colega seu precisasse passar a noite ali. No dia seguinte, parte da história da menina se confirmou pois encontraram casa queimada, três corpos carbonizados dentro dela e avó da menina morta do lado de fora e os exames periciais comprovaram a asfixia por inalação de fumaça.





— Posso ficar com o senhor? – perguntou a menina com olhar ingênio ao reverendo – quero estudar para me tornar uma religiosa.





O padre não respondeu mas ficou com ela a partir daquele dia.





Embora incomum, as pessoas do vilarejo não recriminaram a atitude do velho padre, antes acharam nobre que tivesse adotado a menina.


P.S.: Espero que tenham gostado, fiquem com Deus e até mais...



Nenhum comentário:

Postar um comentário